InvitaDra. Maria Souza
Energia, sono e mente

Você deita, e o sono não vem.

Insônia não é frescura nem falta de força de vontade. Tem causas, e quase sempre mais de uma. A consulta investiga o que está tirando o seu sono e monta com você um plano para recuperá-lo, sem depender só de remédio.

Dra. Maria Souza, médica de medicina integrativa, sentada em uma poltrona clara
Você se reconhece?

O que costuma aparecer.

  • Demora mais de meia hora para pegar no sono.
  • Acorda de madrugada e não volta a dormir.
  • Levanta cansada, mesmo depois de muitas horas na cama.
  • Fica olhando o relógio e calculando quanto falta.
  • Depende de remédio para dormir e quer entender outro caminho.
  • O dia seguinte vem com irritação e cabeça lenta.

Se você se reconheceu em mais de um, vale olhar o conjunto, e não cada sintoma separado.

O que pode estar por trás

Quase nunca é uma coisa só.

  1. Mente em alerta

    Ansiedade e preocupação são a causa mais comum. O corpo deita, mas a cabeça continua trabalhando.

  2. Hábitos e horários

    Telas até tarde, horários irregulares, café à tarde e álcool à noite desregulam o relógio do sono.

  3. Hormônios

    Na perimenopausa, os calorões noturnos e as mudanças hormonais costumam picar o sono.

  4. Respiração durante o sono

    Ronco e pausas na respiração podem indicar apneia, que deixa a pessoa cansada mesmo depois de muitas horas de sono.

  5. Dor, refluxo e remédios

    Dores, azia à noite, vontade de urinar e alguns medicamentos também acordam.

Como a consulta investiga

Duas horas para entender o seu caso.

  1. 01120 min

    Como é a sua noite

    Que horas deita, quanto demora, quantas vezes acorda, como levanta. Às vezes pedimos um diário do sono de duas semanas.

  2. 02

    O que pesa durante o dia

    Estresse, cafeína, telas, horário das refeições, movimento e luz natural.

  3. 03

    Causas físicas

    Hormônios, tireoide, ferritina, dor e sinais de apneia. Se houver suspeita de apneia, você é encaminhada para o exame certo.

  4. 04

    Um plano para o sono

    Rotina de sono, ajustes de hábitos, técnicas de relaxamento e, quando indicado, suplementação ou fitoterapia.

Com o pé na ciência

O que os estudos sustentam, e o que não sustentam.

Para a insônia crônica, a primeira escolha recomendada por diretrizes médicas é a terapia cognitivo-comportamental para insônia: um conjunto de técnicas que reorganiza hábitos e pensamentos ligados ao sono. Ela funciona, e o efeito tende a durar.

Remédios para dormir têm lugar em alguns casos, por pouco tempo e com acompanhamento. Melatonina e fitoterápicos podem ajudar em situações específicas, mas não resolvem sozinhos o que está por trás.

ReferênciaQaseem A, et al. Management of chronic insomnia disorder in adults: a clinical practice guideline from the American College of Physicians. Annals of Internal Medicine, 2016.
Perguntas sobre este tema

Antes de agendar.

Melatonina resolve?

Ajuda em alguns casos, como na mudança de fuso ou em quem dorme muito tarde. Para a maioria das insônias, sozinha, não resolve. A indicação é individual.

Tomo remédio para dormir. Posso parar?

Não pare por conta própria. Se você quer reduzir, isso é planejado aos poucos e com quem prescreveu.

Ronco tem a ver com cansaço?

Pode ter. Ronco alto e pausas na respiração podem ser apneia do sono, que precisa de exame específico.

Em quanto tempo eu durmo melhor?

Mudanças de hábito costumam mostrar efeito em algumas semanas. O retorno serve para medir e ajustar.

Temas próximos

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Atualizado em outubro de 2026

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